Se você sente que o Gerenciador de Anúncios se tornou uma "caixa-preta" nos últimos meses, você não está sozinho. Aqui na agência de tráfego pago da SPOT, observamos uma mudança sísmica na forma como o algoritmo entrega impressões. Essa mudança tem nome: Meta Andromeda.
O Andromeda não é um "recurso" que você ativa. É uma reconstrução completa da infraestrutura da Meta, focada em Recuperação (Retrieval) em vez de apenas classificação (Ranking). Nós testamos com clientes de diversos nichos e a conclusão é clara: quem tenta anunciar como em 2023 está, literalmente, queimando dinheiro.
O Que é o Meta Andromeda?
Tecnicamente, o Andromeda é o motor de recuperação de anúncios (ad retrieval engine) de próxima geração da Meta. Lançado globalmente para consolidar a automação da plataforma, ele utiliza hardware de ponta — como o Superchip NVIDIA Grace Hopper e o Meta Training and Inference Accelerator (MTIA) — para processar modelos 10.000 vezes mais complexos que os sistemas anteriores.
Sua função principal é resolver o problema da escala: em milissegundos, o Andromeda precisa escanear dezenas de milhões de anúncios ativos para encontrar os candidatos mais relevantes para cada usuário individual.
Como o Andromeda Funciona: O "Lado B" do Leilão
Para entender o Andromeda, você precisa visualizar o funil de exibição de um anúncio em três etapas:
- Recuperação (Retrieval - Andromeda): Atua como o "bouncer" ou porteiro. Ele filtra milhões de anúncios e seleciona uma "shortlist" de cerca de 1.000 a 3.000 candidatos que fazem sentido para aquele usuário no momento exato.
- Classificação (Ranking - GEM/Lattice): O sistema pontua esses candidatos com base na probabilidade de conversão e valor para o anunciante.
- Entrega: O anúncio vencedor é exibido no Reels, Stories ou Feed.
A grande mudança é que o Andromeda utiliza o criativo como sinal primário. O sistema analisa pixels, áudio, ganchos emocionais e contexto semântico para entender para quem o anúncio foi feito, antes mesmo de você definir um público.
Por que a lógica de teste mudou? O conceito de Entity ID
Um erro comum que vemos chegar aqui na SPOT são contas com dezenas de variações do mesmo anúncio (mudando apenas uma cor ou uma palavra no título). ⚠️Atenção: isso não funciona mais.
Antigamente, o anunciante tinha o controle. Você escolhia interesses (ex: "pessoas que gostam de golfe") e o sistema buscava essas pessoas. No ecossistema Andromeda, essa lógica foi invertida:
O Andromeda agrupa criativos por Entity ID. Se as imagens são visualmente semelhantes, o algoritmo entende que são o mesmo anúncio. O resultado? O Meta gasta todo o orçamento em uma versão e ignora o restante.
O sistema agora prioriza o Aprendizado de Sequência. Em vez de apenas saber que você "gosta de sapatos", o algoritmo analisa sua sequência cronológica de eventos (ex: assistiu a um vídeo de treino, leu um comentário sobre nutrição e pausou em um tênis de corrida) para prever sua próxima intenção.
Dica da SPOT: Para o Andromeda, diversidade real significa mudar o ângulo de comunicação, não o layout. Se você quer escalar, precisa de um processo de tráfego pago que foque em portfólios criativos, não em anúncios isolados.
Melhores Práticas: Como a SPOT escala campanhas na Era Andromeda
Baseado em nossos testes internos e na nova documentação técnica da Meta, aqui estão as diretrizes de ouro:
1. O Framework P.D.A (Persona, Desejo e Awareness)
Em vez de testar públicos, testamos mensagens. Estruturamos nossos criativos em três pilares:
- Persona: Para quem é? O visual e o gancho devem "chamar" o público.
- Desejo: Qual transformação você entrega?.
- Awareness: O usuário sabe que tem um problema ou já busca a solução?.
2. Criativo como Nova Segmentação
O Andromeda "lê" o conteúdo do seu vídeo e as camadas de texto para decidir quem verá o anúncio. Nós testamos com clientes B2B e percebemos que falar as palavras-chave no áudio do vídeo ajuda o algoritmo a encontrar o profissional correto muito mais rápido do que qualquer filtro de interesse manual.
3. Simplificação e Densidade de Dados
Andromeda e Advantage+ precisam de densidade de dados. A recomendação atual é consolidar o orçamento:
- Fewer campaigns (menos campanhas).
- Públicos amplos (Broad) sem restrições de interesses.
- CBO (Campaign Budget Optimization) para deixar o algoritmo alocar onde há mais tração.
A recomendação da SPOT: Consolide! Use menos campanhas e foque em públicos amplos (Broad). Deixe o sistema de recuperação encontrar os bolsos de audiência através da diversidade de criativos.
4. Sinal de Dados é o Combustível (CAPI)
Sem dados de conversão limpos, o Andromeda "voa às cegas". A implementação da API de Conversões (CAPI) tornou-se obrigatória para que o sistema entenda quem realmente comprou e refine a recuperação para a próxima impressão. Virou obrigatório Gestor de tráfego pago saber fazer traqueamento via API de conversão.
Conclusão: O Futuro é a Curadoria de Inputs
O Andromeda marcou o fim da era dos "hacks" de mídia e o início da era da estratégia criativa. O papel do gestor de tráfego agora é ser um curador de dados e mensagens.
Aqui na agência, nosso foco é garantir que o algoritmo receba os melhores "inputs" possíveis para que ele trabalhe a seu favor. Se você quer saber como reduzir seu CPL nesse novo cenário, confira nosso artigo detalhado sobre como abaixar o custo por lead no Meta Ads.
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