SPOT MKT
GrowthSocial MediaSEOMarketing Digital
Descubra
CasesBlogSobre nós
Fale conosco
Blog
Google Ads

Google Ads libera controle de canais no Performance Max e criação de vídeo com Gemini Omni: o que muda nas campanhas em agosto de 2026

Lucas Duarte
Criado em:
26 Aug 2026
Atualizado em:
26 Aug 2026

O Performance Max sempre carregou o estigma de caixa-preta: o Google decide onde mostrar os anúncios, e o anunciante confia ou sofre. Em agosto de 2026, esse cenário começa a mudar de forma concreta. Duas atualizações simultâneas alteram tanto a governança das campanhas quanto a forma como ativos criativos são produzidos. O controle de canais (channel prioritization) chega para dar ao anunciante poder de decisão sobre onde seus anúncios são exibidos, enquanto o Gemini Omni integra criação de vídeos nativamente no Google Ads. Este artigo analisa ambas as novidades com a profundidade que a maturidade do mercado exige: sem hype, com implicações táticas e estratégicas reais.

O que é o controle de canais no Performance Max e por que ele muda o jogo

Ao longo dos últimos anos, uma das maiores objeções de anunciantes e agências ao Performance Max era a ausência de controle granular sobre os canais de veiculação. O Google determinava, por meio de seus algoritmos de machine learning, a distribuição do orçamento entre Search, YouTube, Display, Discover, Gmail e Maps. O anunciante definia metas e criativos, mas não podia dizer, por exemplo: “priorize YouTube nessa campanha” ou “não veicule em Display para este público”.

Com a introdução do channel prioritization, isso muda. Agora é possível definir, em nível de campanha, quais canais devem ser priorizados ou mesmo desativados dentro do portfólio do Performance Max. O recurso funciona como uma camada de governança sobre a alocação automatizada de orçamento: em vez de substituir o leilão do Google, ele orienta o algoritmo com restrições explícitas do anunciante.

Do ponto de vista técnico, o channel prioritization opera como um conjunto de pesos aplicados a cada canal elegível. O anunciante pode configurar, por exemplo, que 60% do orçamento seja direcionado ao YouTube, 30% ao Search e 10% ao Display, ou optar por desligar completamente um canal indesejado. Essa flexibilidade é particularmente relevante para campanhas sazonais, nas quais a performance histórica por canal varia significativamente ao longo do ano.

Outro desdobramento importante é o impacto sobre a qualidade dos leads. Em setores com funis de venda longos, como educação e serviços financeiros, o Display frequentemente gera cliques de baixa intenção de compra. Com o controle de canais, é possível redirecionar o orçamento desses cliques para Search e YouTube, onde o tráfego tende a ser mais qualificado. O resultado não é apenas economia de verba, mas melhora direta no custo por lead qualificado.

Na prática, o controle de canais elimina a principal barreira de adoção do PMax para contas com restrições regulatórias ou estratégicas. Setores como saúde, finanças e educação, que frequentemente precisam evitar determinados inventários por compliance, ganham um instrumento que antes só existia em campanhas tradicionais.

O recurso está sendo liberado em fase de testes para um grupo seleto de anunciantes ao longo de agosto de 2026, com expectativa de disponibilidade geral ainda no quarto trimestre. Nas primeiras avaliações divulgadas por anunciantes participantes, a capacidade de priorizar canais resultou em redução média de 15% a 20% no custo por aquisição em contas com restrições de inventário previamente não atendidas pelo PMax tradicional.

Gemini Omni: como a IA generativa nativa transforma a criação de vídeos no Google Ads

A segunda atualização de peso de agosto de 2026 é a integração do Gemini Omni ao fluxo de criação de campanhas. Trata-se de um modelo multimodal da Google DeepMind que opera diretamente na plataforma de anúncios, sem necessidade de ferramentas externas ou exportações.

Diferentemente dos geradores de vídeo baseados em templates, o Gemini Omni aceita inputs variados (texto, imagem, áudio, URL de produto) e produz vídeos prontos para veiculação em segundos. O processo ocorre dentro do próprio Google Ads, no mesmo ambiente onde o anunciante configura grupos de ativos e define públicos.

  • Criação a partir de descrição textual: o anunciante descreve o produto ou serviço em linguagem natural, e o Gemini Omni gera um vídeo com roteiro, cenas e locução sintética alinhados à identidade visual da marca.
  • Extensão de imagens existentes: é possível enviar uma ou mais imagens de produto e o modelo expande o conteúdo para formato de vídeo, com animações, transições e narração geradas por IA.
  • Adaptação automática para múltiplos formatos: o mesmo vídeo-base é renderizado nas proporções exigidas por YouTube (16:9), YouTube Shorts (9:16), Display (1:1) e Demand Gen, eliminando o retrabalho criativo.
  • Personalização por público: o modelo ajusta tom, ritmo e chamada para ação com base no segmento-alvo definido na campanha, mantendo coerência de marca.

Para agências que gerenciam múltiplas contas, o impacto operacional é significativo. O tempo médio de produção de um vídeo para campanha caiu nos testes de dias para minutos, e a taxa de aceitação de ativos criativos nos grupos de PMax aumentou devido à adequação automática às especificações técnicas da plataforma.

É importante destacar que o Gemini Omni não é apenas um gerador de vídeo isolado. Ele se integra ao ecossistema de ativos do Google Ads, o que significa que os vídeos gerados passam automaticamente a compor o portfólio de criativos elegíveis para otimização nos grupos de ativos. O modelo também respeita as diretrizes de marca cadastradas no perfil do anunciante, como paleta de cores, logotipos e fontes, desde que esses dados estejam disponíveis na conta.

Em termos de escala, o impacto é direto: uma agência que antes produzia 10 vídeos por mês para campanhas Performance Max pode agora gerar dezenas de variações no mesmo período, testando diferentes abordagens criativas com risco mínimo de investimento. A barreira de entrada para testes de vídeo em campanhas de mídia paga praticamente desaparece.

O Gemini Omni já está disponível para contas nos Estados Unidos e no Reino Unido, com expansão para outros mercados prevista para o quarto trimestre de 2026. A adoção inicial tem sido concentrada em campanhas de Demand Gen e Performance Max, justamente onde o ativo de vídeo tem maior peso na entrega e no desempenho. Para mais detalhes, consulte o blog oficial do Google Ads .

Language targeting em PMax: a mudança silenciosa que afeta sua segmentação

Em paralelo às novidades de controle e criação, o Google anunciou mudanças no language targeting que entram em vigor no final de setembro de 2026 e afetam diretamente Search, AI Max for Search e Performance Max. A alteração é técnica, mas tem implicações práticas relevantes para a operação de mídia.

Para Search e AI Max for Search, o language targeting em nível de campanha será removido. Os anúncios passarão a se basear automaticamente no idioma dos próprios anúncios para definir em quais consultas aparecer. Na prática, isso significa que o Google usará o idioma detectado nos títulos, descrições e landing pages para determinar se o anúncio é relevante para uma determinada consulta de busca, em vez de filtrar previamente pelo campo de language targeting configurado na campanha.

Para o Performance Max, a mudança é híbrida: nos canais de Search, o comportamento segue o mesmo padrão dos Search campaigns, enquanto nos demais canais (YouTube, Display, Discover, Gmail) o language targeting continua sendo aplicado conforme a configuração da campanha. Essa distinção é importante porque reflete a natureza multicanal do PMax: cada canal tem um mecanismo de matching linguístico diferente, e o Google optou por tratar cada um de acordo com sua lógica interna.

Canal: Search

Antes (até set/2026): Language targeting no nível de campanha

Depois (a partir de set/2026): Matching automático baseado no idioma dos anúncios


Canal: AI Max for Search

Antes (até set/2026): Language targeting no nível de campanha

Depois (a partir de set/2026): Matching automático baseado no idioma dos anúncios


Canal: Performance Max — Search

Antes (até set/2026): Language targeting da campanha

Depois (a partir de set/2026): Matching automático (mesmo padrão Search)


Canal: Performance Max — YouTube/Display/Discover/Gmail

Antes (até set/2026): Language targeting da campanha

Depois (a partir de set/2026): Language targeting continua sendo aplicado


Na prática, contas que operam em mercados multilíngues precisarão revisar suas estratégias, sobretudo se utilizavam language targeting como proxy para segmentação geográfica ou cultural. O lado positivo é a simplificação: reduz-se uma camada de configuração que frequentemente gerava inconsistências entre o que era configurado e o que o algoritmo efetivamente considerava.

Para anunciantes que operam campanhas em português tanto para o Brasil quanto para Portugal, por exemplo, a mudança exige atenção redobrada. Antes, o language targeting garantia que anúncios em português brasileiro fossem exibidos apenas para usuários identificados como falantes desse idioma. Com o novo modelo, o matching considerará o idioma do anúncio e da página de destino, o que pode ampliar o alcance para audiências de países lusófonos. Dependendo da estratégia, isso pode ser positivo (maior volume) ou negativo (menor relevância regional).

A recomendação é revisar todas as campanhas Performance Max até meados de setembro, verificando se os idiomas dos anúncios e das landing pages correspondem ao público-alvo de cada conta. A mudança é automática e não exigirá ação do anunciante para ser implementada, mas a preparação estratégica pode evitar perda de performance nas primeiras semanas após a migração.

Do planejamento à execução: como testar e medir os novos recursos

Com as novas funcionalidades disponíveis, a questão que se coloca para times de mídia é como incorporá-las de forma estruturada, sem perder o que já funciona. Abaixo, um roteiro prático para quem deseja testar channel prioritization e Gemini Omni com risco controlado.

Mapeie as restrições por campanha: antes de ativar o controle de canais, documente quais canais são relevantes para cada objetivo de campanha. Para conversão direta, Search e YouTube podem ter mais peso; para reconhecimento, YouTube e Discover tendem a performar melhor. Use o channel prioritization para validar ou refutar essas hipóteses.; Configure experimentos A/B com e sem priorização: o Google Ads permite duplicar campanhas Performance Max com diferentes configurações. Ative o channel prioritization na variante de teste e mantenha a original como controle. Compare não apenas CPA e ROAS, mas também distribuição de gasto por canal e mix de conversões.; Teste o Gemini Omni com um grupo de ativos específico: crie um asset group separado para os vídeos gerados por IA. Monitore as métricas de taxa de exibição, taxa de cliques e taxa de conversão frente aos vídeos produzidos por métodos tradicionais. O ideal é manter um baseline de ativos humanos para comparar a qualidade percebida.; Revise as configurações de language targeting antes de setembro: se sua conta depende de language targeting para segmentar públicos específicos, antecipe-se à mudança. Verifique se os idiomas dos anúncios em cada campanha correspondem ao público desejado, especialmente nos canais de Search.; Documente e compartilhe os aprendizados em escala: os resultados dos experimentos devem alimentar o playbook da equipe. O channel prioritization, em particular, pode revelar padrões de desempenho por canal que antes eram invisíveis dentro da caixa-preta do PMax.

Um alerta importante: controle de canais não significa que o algoritmo deixou de ser relevante. O valor do Performance Max sempre esteve na capacidade de cruzar sinais entre canais para otimizar lances. Ao restringir canais, você elimina parte desse cross-learning. Use a priorização com intencionalidade estratégica, não como reação à falta de transparência.

O que as atualizações de agosto de 2026 significam para sua estratégia de mídia

Olhando em conjunto, as duas atualizações de agosto de 2026 apontam para uma direção clara: o Google está endereçando as críticas mais recorrentes ao Performance Max sem abrir mão do diferencial competitivo da plataforma, o machine learning aplicado em escala.

O controle de canais atende à demanda por transparência e governança. O Gemini Omni ataca o gargalo criativo, que historicamente é o principal limitador de desempenho em campanhas de alto volume. Ambas as frentes, se bem implementadas, elevam o teto de desempenho das contas.

  • Para contas com restrições de compliance: o channel prioritization é a funcionalidade mais relevante do ano. Setores regulados finalmente podem adotar PMax sem abrir mão do controle sobre inventário.
  • Para agências e equipes in-house: o Gemini Omni reduz o tempo de produção de vídeo, mas não substitui a estratégia criativa. A curadoria dos outputs gerados por IA continua sendo responsabilidade humana. A diferença é que o ciclo de teste e aprendizado fica mais curto.
  • Para quem busca escala com previsibilidade: a combinação de channel prioritization + criação de vídeos por IA permite rodar campanhas Performance Max com mais controle e mais ativos relevantes. A equação que antes era “confie no algoritmo” se torna “oriente o algoritmo com dados e criatividade próprios”.

A mudança no language targeting, embora menos comentada, é igualmente estratégica. Ela sinaliza que o Google está simplificando a arquitetura de segmentação em favor de sistemas de matching mais inteligentes. Contas que ainda tratam language targeting como segmentação primária precisarão repensar essa abordagem até o final de setembro.

Perguntas frequentes sobre Google Ads Performance Max e Gemini Omni

O channel prioritization já está disponível para todos os anunciantes?

Não. Em agosto de 2026, o recurso está em fase de testes para um grupo seleto de contas. A expectativa do Google é liberar para todos os anunciantes ainda no quarto trimestre de 2026. Para saber se sua conta já tem acesso, verifique as configurações do grupo de ativos na interface.

O Gemini Omni substitui a necessidade de uma produtora de vídeo?

Para campanhas de performance com alto volume de criativos e baixa exigência de produção cinematográfica, sim, o Gemini Omni pode substituir boa parte do processo. Para campanhas que exigem direção criativa, roteiro original ou identidade de marca complexa, o modelo funciona como ferramenta de prototipagem rápida, não como substituto da produção profissional.

O controle de canais pode piorar o desempenho da campanha?

Sim, se usado sem critério. O Performance Max otimiza com base em sinais cruzados entre canais. Ao restringir demais a atuação do algoritmo, você reduz o espaço de otimização. A recomendação é começar com restrições leves (priorização, não desativação total) e medir o impacto antes de avançar.

O language targeting ainda funciona como antes para campanhas Performance Max?

Parcialmente. Para os canais de Search dentro do PMax, o language targeting será substituído pelo matching automático baseado no idioma dos anúncios. Para YouTube, Display, Discover e Gmail, o language targeting continua ativo normalmente.

O Google Flow tem relação com o Gemini Omni?

O Google Flow é um estúdio criativo de IA que funciona como ambiente de exploração criativa, enquanto o Gemini Omni é o motor generativo integrado diretamente ao fluxo de criação de campanhas no Google Ads. Ambos compartilham a base tecnológica dos modelos multimodais da DeepMind, mas têm aplicações distintas.

As atualizações de agosto de 2026 representam um dos momentos mais significativos para o ecossistema de anúncios do Google nos últimos anos. O controle de canais e o Gemini Omni, combinados, oferecem o que o mercado mais demandava: transparência sem perda de automação e escala criativa sem sacrifício de qualidade. Para quem opera mídia com maturidade estratégica, é uma oportunidade real de reposicionar o PMax como ferramenta central do planejamento de performance.

Compartilhe este post
Lucas Duarte
Designer

Pronto para impulsionar e melhorar seus resultados?

Entre em contato conosco hoje mesmo para começar a transformar sua visão em realidade. 
Com a SPOT Marketing seu marketing digital estará em mãos experientes.

Fale conosco

Leia também

Google Ads

Google Ads libera controle de canais no Performance Max e criação de vídeo com Gemini Omni: o que muda nas campanhas em agosto de 2026

Lucas Duarte
26/8/26
•
5 min leitura
Google Ads

Google Ads Smart Bidding em 2026: o que muda com a nova atualização de agosto

Matheus Brandão
12/8/26
•
5 min leitura
Google Ads

Google Ads e Meta Ads em Julho de 2026: O Que Mudou nos Termos, na Automação e na Mensuração

Gustavo Tomaz
27/7/26
•
5 min leitura
Serviços
Growth MarketingTráfego PagoSocial MediaSEOMarketing Digital
Spot MKT
CasesBlogSobre nósCidades
Conecte-se
Instagram
Youtube
LinkedIn
Facebook
© 2016-2026 SPOT MARKETING LTDA. All rights reserved.
Política de Privacidade

Vamos conversar?

Preencha os campos a seguir que entraremos em contato com você!

Obrigado! Formulário enviado com sucesso!
Oops! Alguma coisa deu errado ao enviar o formulário.
Tente novamente.