SPOT MKT
GrowthSocial MediaSEOMarketing Digital
Descubra
CasesBlogSobre nós
Fale conosco
Blog
IA Marketing

53% apontam IA como prioridade, mas só 36% usam automação: o gap que o Panorama Marketing 2026 revelou

Lucas Duarte
Criado em:
10 Aug 2026
Atualizado em:
10 Aug 2026

O marketing brasileiro vive um momento curioso. Nunca se falou tanto em inteligência artificial, automação e personalização em escala como agora. Os discursos de palco, os webinars e os artigos de tendências são unânimes: a IA é o futuro, e o futuro é agora. Mas quando olhamos para dentro das operações das empresas, o cenário revela uma outra história. A mais recente edição do Panorama de Marketing e Vendas da RD Station escancara um gap que não pode ser ignorado: 53% dos profissionais apontam IA, automação e personalização em escala como a tendência mais relevante do setor, mas apenas 36% dos times declaram usar ferramentas de automação de marketing na rotina. É a diferença entre a intenção e a execução, e ela custa caro.

O abismo entre o discurso e a prática no marketing brasileiro

53% apontam IA como prioridade estratégica. Apenas 36% usam automação no dia a dia. Esse hiato de 17 pontos percentuais define quem está construindo vantagem competitiva e quem ainda está discutindo se deve começar.

O dado do Panorama 2026 não é apenas uma estatística: é um raio-x da maturidade digital do mercado brasileiro. De um lado, temos um discurso alinhado com o que há de mais avançado em termos de tendências globais. De outro, uma base operacional que ainda patina na adoção de ferramentas que já deveriam ser commodities. O gap de 17 pontos percentuais entre a intenção declarada e a adoção real não é um problema de tecnologia. É um problema de estratégia, capacitação e priorização. E é também uma oportunidade clara para quem conseguir enxergar além do diagnóstico.

Quando olhamos para o mercado de automação de marketing como um todo, o cenário global ajuda a contextualizar o desafio brasileiro. O mercado mundial de automação de marketing foi estimado em US$ 6,65 bilhões em 2024 e pode chegar a US$ 15,58 bilhões até 2030, com crescimento impulsionado justamente pela demanda por personalização e eficiência operacional. No Brasil, a projeção aponta para US$ 419,7 milhões até 2030, com crescimento anual composto de 18,3%. O potencial existe, mas ele só se realiza quando as empresas decidem sair da intenção e colocar a mão na massa.

Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025 do Cetic.br , a adoção geral de IA nas empresas brasileiras subiu de 13% em 2024 para 17% em 2025. No marketing, esse percentual é maior, mas ainda insuficiente diante do potencial. O Brasil lidera a adoção de agentes de IA globalmente, com 18% das organizações já utilizando a tecnologia, segundo o relatório Tech Trends 2026 LATAM da GFT, superando a média mundial de 13%. O paradoxo é que, mesmo com essa liderança, a maioria dos times de marketing ainda opera de forma manual, o que revela que a adoção de IA ainda está mais concentrada em áreas como tecnologia e operações do que no marketing propriamente dito. Esse contraste entre a vanguarda tecnológica de alguns setores e o atraso operacional de outros é exatamente o terreno onde o gap de 17 pontos percentuais se forma e se aprofunda.

O que está em jogo não é apenas a eficiência operacional, mas a própria capacidade de competir em um mercado que exige respostas cada vez mais rápidas, personalizadas e baseadas em dados. As empresas que conseguirem transformar a intenção em execução serão as que vão ditar o ritmo dos próximos anos.

53% apontam IA como prioridade: o que esse número realmente significa

Quando mais da metade dos profissionais de marketing elege a IA como a tendência mais relevante, isso sinaliza que o mercado entendeu o recado. A hiperpersonalização, a automação de processos repetitivos e a análise preditiva de dados já não são mais assunto de nicho. São pauta obrigatória em qualquer reunião de planejamento estratégico.

O que poucos percebem é que esse número de 53% esconde uma camada adicional de complexidade. Ele mede a percepção de relevância, não a capacidade de execução. Em outras palavras, os profissionais estão dizendo "isso é importante", mas não necessariamente "estamos prontos para implementar". A diferença é sutil no discurso, mas brutal no resultado.

A pesquisa da RD Station mostra que a IA, automação e personalização em escala foi citada por aproximadamente metade dos respondentes como a tendência número um. Outras tendências como o Generative Engine Optimization (GEO) também aparecem com força: segundo o levantamento da 8D Hubify em parceria com a PipeLovers, a adoção do GEO passou de 8,9% em 2025 para 30,4% nas estratégias previstas para 2026.

Tendência: IA, automação e personalização em escala

% de profissionais que citaram como prioridade: 53%


Tendência: Branding e presença de marca

% de profissionais que citaram como prioridade: 50%


Tendência: SEO avançado

% de profissionais que citaram como prioridade: 42,5%


Tendência: GEO (Generative Engine Optimization)

% de profissionais que citaram como prioridade: 30,4%


O que esses números mostram é que o profissional de marketing brasileiro está antenado. Ele sabe para onde o mercado está indo. O problema é que saber não é fazer. A distância entre identificar uma tendência e incorporá-la à operação do dia a dia é justamente o abismo que separa empresas que crescem de empresas que apenas sobrevivem. É por isso que o dado de 53% precisa ser lido com lupa: ele é um indicador de intenção, não de maturidade.

Só 36% usam automação: os gargalos que explicam o gap

Se a intenção existe, por que a execução não acompanha? A resposta é multifatorial, mas alguns gargalos se destacam na realidade do mercado brasileiro.

  • Falta de capacitação técnica: implementar automação exige conhecimento que vai além do operacional. Muitos times não têm profissionais preparados para configurar fluxos, integrar sistemas e interpretar dados. A FGV EAESP aponta que criação de conteúdo e marketing são o principal caso de uso de IA nas empresas brasileiras (61%), mas isso reflete mais o uso de ferramentas prontas do que uma automação estruturada de processos. Sem capacitação, a ferramenta vira peso morto na conta de tecnologia.
  • Fragmentação de ferramentas: o ecossistema de marketing tech no Brasil é pulverizado. Muitas empresas acumulam assinaturas de plataformas que não se comunicam entre si, criando silos de dados em vez de integração. O RD Station, que é a plataforma mais utilizada no país, resolve parte do problema, mas a desconexão entre CRM, automação de marketing, redes sociais e analytics ainda trava a escalabilidade. A integração entre essas pontas é o que separa um stack funcional de um amontoado de boletos.
  • Falta de priorização da liderança: embora os profissionais de operação enxerguem o valor da automação, muitos líderes ainda tratam o tema como "projeto futuro". A pesquisa da PwC revela que 56% dos CEOs não relatam aumento de receita ou redução de custos com IA, o que gera ceticismo no C-level e posterga investimentos estruturais. O problema é que esperar o momento perfeito para começar é, na prática, a decisão de não começar.
  • Cultura de teste e aprendizado incipiente: automação exige ciclos de teste, erro e otimização. Times que não têm essa cultura tendem a abandonar as ferramentas antes de colher os resultados, criando a percepção equivocada de que "automação não funciona para o meu negócio". Empresas que já têm uma cultura de experimentação, por outro lado, conseguem extrair valor das ferramentas em semanas, não em meses.

"Fluxos de automação geram um engajamento 50% superior a campanhas pontuais."
— Robinson Friede, Diretor de Marketing da RD Station, citado no Panorama 2026

O dado do executivo da RD Station reforça o que a prática já mostra: quem automatiza colhe resultados mensuravelmente melhores. O problema não está na ferramenta, mas no caminho até ela, que envolve gente preparada, processos claros e liderança comprometida.

O custo de não automatizar: o que os 64% estão perdendo

Enquanto 64% dos times de marketing ainda operam sem automação estruturada, os 36% que já adotaram essas ferramentas estão acumulando vantagens competitivas significativas. Os números do mercado global ajudam a dimensionar o custo da inação.

Indicador: ROI médio da automação de marketing

Valor: 544% (US$ 5,44 para cada US$ 1 investido)

Fonte: The CMO


Indicador: Aumento médio de receita atribuído à automação

Valor: 34%

Fonte: The CMO


Indicador: Tempo para recuperar o investimento

Valor: Menos de 6 meses

Fonte: The CMO


Indicador: Horas economizadas por campanha

Valor: 2,3 horas

Fonte: Emarsys


Indicador: Ganho de eficiência operacional com IA em escala

Valor: Até 20%

Fonte: McKinsey


Para o mercado brasileiro, a projeção é igualmente expressiva. O mercado de automação de marketing no Brasil deve atingir US$ 419,7 milhões até 2030, com crescimento anual composto de 18,3%, segundo levantamento setorial. O investimento em publicidade digital no país deve chegar a R$ 27,8 bilhões em 2026. Quem não automatiza não está apenas perdendo eficiência: está deixando dinheiro na mesa.

O custo de não automatizar também se manifesta em aspectos menos óbvios, mas igualmente danosos. Times sobrecarregados com tarefas repetitivas têm menos tempo para pensar estrategicamente. A incapacidade de responder rapidamente a mudanças de mercado penaliza empresas que competem em ambientes dinâmicos. A perda de leads por falta de nutrição automatizada significa que potenciais clientes simplesmente caem no esquecimento. E a dificuldade de comprovar ROI das ações de marketing fragiliza a credibilidade do departamento perante o C-level.

Há ainda um impacto indireto que poucas empresas consideram: a rotatividade de talentos. Profissionais de marketing qualificados querem trabalhar com ferramentas modernas e processos eficientes. Times que operam no manual tendem a perder seus melhores talentos para concorrentes que já automatizaram, criando um ciclo vicioso de baixa performance e alta rotatividade. Em um cenário de orçamentos cada vez mais pressionados, a automação deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito de competitividade e de atração de talentos.

IA como ponte: como a tecnologia está encurtando esse caminho

Se a automação tradicional ainda enfrenta barreiras de adoção, a inteligência artificial surge como o catalisador que pode encurtar esse gap. Diferentemente das ferramentas de automação clássicas, que exigem configuração complexa e manutenção constante, as soluções baseadas em IA generativa estão democratizando o acesso à personalização em escala.

Segundo um levantamento, 87% dos profissionais de marketing globais já usam IA generativa em algum fluxo de trabalho, e 97,9% dos líderes de marketing no Brasil planejam ampliar o uso da tecnologia. O que muda agora é que a IA não apenas automatiza tarefas, mas também cria conteúdo, segmenta audiências, otimiza campanhas em tempo real e personaliza jornadas inteiras com base em dados comportamentais. A diferença entre a IA generativa e a automação tradicional é que a primeira reduz drasticamente a barreira técnica de entrada, permitindo que times pequenos operem com a eficiência de equipes muito maiores.

O Panorama 2026 da RD Station aponta que a IA, automação e personalização em escala lidera as tendências justamente porque representa a convergência dessas três forças. Não se trata mais de escolher entre uma ou outra. A IA é o motor que viabiliza a automação inteligente, que por sua vez entrega personalização em escala. Campanhas que usam IA generativa para criar variações de anúncios, e-mails e landing pages de forma personalizada para cada perfil de cliente, mantendo consistência de tom de voz e identidade visual, já são realidade para quem saiu na frente. As empresas que entenderem essa interdependência vão sair na frente.

O mercado brasileiro já mostra sinais claros dessa transição. A adoção de agentes de IA por 18% das organizações brasileiras, segundo a GFT, indica que a infraestrutura tecnológica está se consolidando. O que falta é a camada de aplicação em marketing, que depende menos de tecnologia e mais de decisão estratégica.

O dado que resume o momento: 97,9% dos líderes de marketing no Brasil planejam ampliar o uso de IA. A intenção já está consolidada. A próxima fronteira é transformar intenção em execução, e ela passa por estrutura, parceria técnica e visão de longo prazo.

Três movimentos para sair da intenção e entrar em execução

Para uma empresa que deseja sair do grupo dos 64% que ainda não automatizam e entrar no pelotão dos 36% que já colhem os benefícios, o caminho não precisa ser complexo. Mas exige método. Aqui estão três movimentos práticos para começar.

  1. Audite seu funil antes de automatizar: o maior erro de quem começa pela automação é tentar automatizar processos que não estão claros. Antes de escolher ferramentas, mapeie a jornada do cliente, identifique gargalos manuais e defina quais etapas geram mais impacto quando otimizadas. Uma boa integração entre CRM e automação de marketing é o ponto de partida. O RD Station CRM, por exemplo, já oferece mais de 39 mil automações de vendas ativas, segundo o Panorama 2026, o que mostra que a base para começar já existe. O segredo está em começar pequeno, medir cada etapa e escalar o que funciona.
  2. Invista em capacitação das equipes: a tecnologia é a parte mais fácil. O desafio real está nas pessoas. Times de marketing precisam de treinamento contínuo em análise de dados, interpretação de métricas e operação de ferramentas de automação. A pesquisa da FGV mostra que criação de conteúdo e marketing lideram a adoção de IA nas empresas, mas isso não significa que os times estejam preparados para extrair o máximo das plataformas. Capacitação não é custo, é investimento com retorno em produtividade e retenção de talentos.
  3. Escolha um parceiro técnico, não apenas um fornecedor de ferramenta: a diferença entre uma empresa que automatiza de verdade e uma que apenas compra softwares é a profundidade da implementação. Um parceiro de marketing digital com experiência em gestão baseada em dados, integração de plataformas e otimização contínua faz o papel de ponte entre a intenção estratégica e a execução operacional. Esse parceiro não entrega só a ferramenta: entrega o método, o treinamento e a curadoria contínua que transformam tecnologia em resultado de negócio.

O gap de 17 pontos percentuais que o Panorama 2026 revelou não é uma sentença. É um diagnóstico. E diagnósticos existem para orientar decisões. As empresas que tratarem esse dado como um alerta estratégico, e não como apenas mais uma estatística de mercado, serão as que vão liderar a próxima curva de crescimento do marketing digital brasileiro.

O momento é de execução. A intenção já está consolidada. O que falta é o passo seguinte, e ele começa com uma escolha: continuar discutindo ou começar a fazer.

Compartilhe este post
Lucas Duarte
Designer

Pronto para impulsionar e melhorar seus resultados?

Entre em contato conosco hoje mesmo para começar a transformar sua visão em realidade. 
Com a SPOT Marketing seu marketing digital estará em mãos experientes.

Fale conosco

Leia também

IA Marketing

53% apontam IA como prioridade, mas só 36% usam automação: o gap que o Panorama Marketing 2026 revelou

Lucas Duarte
10/8/26
•
5 min leitura
IA Marketing

Marketing Preditivo: Como Usar Dados e IA para Antecipar Resultados e Aumentar o ROI

Lucas Duarte
6/8/26
•
5 min leitura
IA Marketing

IA no marketing: altos índices, mas baixas conversões

Gustavo Tomaz
25/5/26
•
5 min leitura
Serviços
Growth MarketingTráfego PagoSocial MediaSEOMarketing Digital
Spot MKT
CasesBlogSobre nósCidades
Conecte-se
Instagram
Youtube
LinkedIn
Facebook
© 2016-2026 SPOT MARKETING LTDA. All rights reserved.
Política de Privacidade

Vamos conversar?

Preencha os campos a seguir que entraremos em contato com você!

Obrigado! Formulário enviado com sucesso!
Oops! Alguma coisa deu errado ao enviar o formulário.
Tente novamente.